Ontem na Sala São Paulo em evento da Abril Educação entrevistei José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski para o Webfilhos. O assunto era: “Como a bagagem cultural é importante no ato de lecionar”.
Mas o que mais me chamou a atenção é que compartilhamos do mesmo ponto de vista sobre como nós pais somos vistos pelas escolas particulares. A escola nos vê como clientes e usam todas as ferramentas modernas de marketing no relacionamento conosco. Com medo de perder um cliente não se posicionam como escola, mas como prestadores de serviços. Aí é que mora o perigo.
Como pais de alunos devemos compartilhar com a escola as suas dificuldades, suas limitações e a sua complicada adaptação ao aluno nativo digital. O que fazemos é exigir um “serviço com a qualidade contratada”, isentando-nos da responsabilidade que temos como parceiros na educação, não só dos nosso filhos mas de todas as crianças brasileiras. Nosso egoísmo e nossa ambição impensada por produtos e serviços muitas vezes inúteis não nos deixam tempo para a tarefa da educação. Tarefa que é dos pais principalmente e não exclusiva de uma empresa contratada.
Você é o que na escola dos seus filhos: pai, mãe ou cliente?